Osmar J. Santos
sábado, 9 de agosto de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
sábado, 14 de dezembro de 2013
E ainda não sei andar de bicicleta
Por Osmar J. Santos
Não planejei obstáculos.
Sabia onde queria chegar.
Mas antes chegou o tempo
como quem manda um recado
e ensinou que as coisas não são como quero.
Que o caminhar das horas independe de minhas vontades.
Aprendi que há pedras no caminho.
Que choverá enquanto peço tempo bom
e que o Sol poderá aparecer apenas no dia seguinte.
Aprendi que há noites sem luar.
Que nem sempre haverá vento.
Aprendi coisas que todos sabem
e coisas que só eu sei.
sábado, 13 de abril de 2013
Da urgência da palavra
Por Osmar J. Santos
Fora acometido de uma incontrolável vontade de escrever; de colocar no papel o que sentia.
Passava das duas da manhã e não havia som lá fora. Sobre a escrivaninha um tinteiro, algumas folhas parcialmente riscadas e uma xícara de chá de canela. Estava visivelmente cansado - não o bastante para abandonar seu propósito e deixar-se vencer pelo sono.
Um sorriso passou rapidamente por seus lábios - acontecia todas as vezes que nela pensava; que lia seus textos; que a encontrava.
Já havia algum tempo desde o último encontro mas não esquecera o macio de sua pele; o doce de seu sorriso; o vermelho intenso de suas unhas.
As lembranças brincavam em sua mente. Distraía-se e o sorriso vinha fácil; mas logo desfazía-se, feito a rara brisa de um dia de sol. A expressão séria, sisuda mesmo, era devolvida à sua face. Lembrava não que o relógio já marcava três da manhã; muito menos que deveria levantar às cinco; mas sim que não houvera até então, lhe falado sobre o que sentia. Não havia naquele momento, algo que traduzisse sua expressão. A urgência já não era colocar palavras no papel. Era falar-lhe.
(...) e mergulhava novamente em seus pensamentos...
Apagou a lâmpada. Não fechou os olhos, mas o escuro não lhe permitia enxergar além de seus próprios pensamentos: o macio de sua pele; o doce de seu sorriso; o vermelho intenso de suas unhas, o macio de sua pele...
(...) e mergulhava novamente em seus pensamentos...
Apagou a lâmpada. Não fechou os olhos, mas o escuro não lhe permitia enxergar além de seus próprios pensamentos: o macio de sua pele; o doce de seu sorriso; o vermelho intenso de suas unhas, o macio de sua pele...
Novamente pôde-se ver o sorriso distraído tomar sua face.
domingo, 14 de outubro de 2012
A intenção
Por Osmar J. Santos
Era o primeiro encontro. Ele, tímido, fingia sentir-se à vontade. Ela,
sempre sorridente, disfarçava as tristezas que seu último relacionamento lhe
causara.
Olho para o que escrevi até aqui e fico a me perguntar: Qual será o
próximo passo? O que escrever nas próximas linhas?
Hipócrita, isso que sou! O destino deles já está traçado desde as
primeiras palavras.
Ela queria ser feliz outra vez. Foi o que disse ao aceitar o pedido de
namoro. Ele iria fazê-la feliz. Foi o que lhe garantiu após o primeiro beijo.
Sei que agora espera que diga se conseguiu. Desconfio até que tenha um
palpite. Desconfio também que está achando tudo isso um pouco estranho. Achando
que não valerá à pena continuar a leitura. E que o melhor é passar para a
próxima página. E que... Direi apenas que caso desista, não saberá o fim desta
história. Coisa parecida já aconteceu antes... Certa feita minha irmã, com sono,
não assistiu ao filme até o final. No dia seguinte perguntou-me o que aconteceu
e inventei um desfecho. Ria por dentro enquanto narrava as cenas que até aquele
momento inabitavam minha memória. Peso de consciência? Bobagem... Arrependimento?
Nenhum... Afinal, quem mandou dormir?
Acredito que esteja até achando um pouco de graça agora (é da natureza humana
divertir-se com o infortúnio alheio), mas uma coisa lhe digo: Isso é mais cruel
que engraçado. Não o fato de ter inventado um final para um filme cujo
verdadeiro desfecho só saberá caso assista novamente (e assista até o fim); mas
sim o fato dessa história ser inacabada.
O que houve com o casal?
Poderia dizer que sinto muito, mas não. Confessarei: não, eu não sinto.
Poderia lhe
dizer que o texto enveredou por caminhos estranhos, desconhecidos; que perdi
sobre ele o controle que imaginei ter; mas não. Direi o contrário: foi tudo de
caso pensado. Isso mesmo. Não existe história, não existe casal, não existe
final e devo dizer: foi tudo intencional.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Do silêncio
Por Osmar J. Santos
Não gosto do
silêncio...
ele não sabe
guardar segredos.
Grita aos quatro
ventos
tudo aquilo que insisto em não dizer.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Sonhos
Por Osmar Santos
sábado, 22 de outubro de 2011
Reacender - (mini-poema)
Por Osmar Santos
(dedicado a alguém especial)
Agora que a chuva parou ,
Que a tempestade passou ,
Que o sol apareceu . . .
Reacender .
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