Translator

Google-Translate-ChineseGoogle-Translate-Portuguese to FrenchGoogle-Translate-Portuguese to GermanGoogle-Translate-Portuguese to ItalianGoogle-Translate-Portuguese to JapaneseGoogle-Translate-Portuguese to EnglishGoogle-Translate-Portuguese to RussianGoogle-Translate-Portuguese to Spanish

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Do silêncio

Por Osmar J. Santos

Não gosto do silêncio... 
ele não sabe guardar segredos.
Grita aos quatro ventos
tudo aquilo que insisto em não dizer.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sonhos

Por Osmar Santos

"Sonhos são mesmo assim... As pessoas têm outros nomes, rostos outros, mas ainda assim, estranhamente sabemos de quem se trata".

sábado, 22 de outubro de 2011

Reacender - (mini-poema)

Por Osmar Santos
(dedicado a alguém especial)



Agora que a chuva parou ,
Que a tempestade passou , 
Que o sol apareceu . . .

Reacender .


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Esboço De Uma Teoria Do Texto ou De um Silêncio à Outro ou Diálogo ou Ainda, Surtos Numa Aula de Introdução à Crítica Textual


Por Osmar Santos


Rompeu o silêncio e exclamou:
- Esse texto não é meu!
- Mas como, se está assinado por você? Esta assinatura não é sua? - Perguntou O Outro.
- Sim, é! - Respondeu ele, tranquilo.
Com ar triunfante, O Outro novamente inquiriu:
 - E isso não prova que o texto é seu?
- Não. Prova o contrário. - Respondeu decisivo.
- Como assim? - Perguntou O Outro um pouco confuso.
Com paciência, ele explicou:
- Ao assinar o texto, ele deixa de ser meu e passa a ser do Outro. As palavras fogem de mim... se perdem e se encontram no Outro. Perdem-se e tornam-se propriedade alheia.
Sem mais perguntas, O Outro calou-se.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Encontro de Almas


Por Osmar Santos




Ontem tive um encontro.
Sua aparência era diferente. Parecia no corpo de outra pessoa, mas estranhamente sabia que era você.
Lembro-me bem e sei que não conhecia aquele rosto. Mas só agora que acordei tenho essa consciência. No sonho tudo era natural, conhecido. Era como uma outra realidade. Coisas que só fazem sentido em sonho. Lembranças por algum motivo adormecidas...
Não conhecia o lugar também. Mas que importância tem isso?
Nenhuma. Eu sabia onde estava.
Agora, de olhos abertos não consigo mais saber. Sei que forçar a memória será um esforço inútil. Afinal, nunca estive lá - penso eu.
Contentar-me-ei com as imagens que agora julgo non senses.
Afinal, o que me importa, lembro-me bem.
Você.
Sim, aquela era você.
Aquele beijo foi seu.



quarta-feira, 2 de março de 2011

Tuas Cartas



Cartas que são tuas,
guardadas em minha gaveta.
leio, releio,
Reconheço a minha letra.

As cartas, são tuas,
Mas eu as escrevi.
As palavras são minhas
Foram feitas para ti.

by: Osmar Santos



domingo, 13 de fevereiro de 2011

Insônia - Noite em Claro




Vejo o caminhar das horas,
Ouço o tic-tac do relógio,
Mas o tempo não passa.

Os minutos se arrastam,
As horas insistem em não passar.
A noite é longa,
O dia demora a chegar

E o pensamento é em você...

by: Osmar Santos 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ela Faz Cinema



Recusava-me a ver aquilo.
Lá estava ela no meio da rua, beijando outro alguém.
Todos olhavam o que eu preferia não ter visto.
Amigos, desconhecidos, nativos, clandestinos...
Pensei em ir até lá, mas desisti.
Sabia que as coisas poderiam piorar.
Seus corpos se afastaram.
Um alívio tomou conta de mim.
- CORTA! - Gritou o diretor.
Todos bateram palmas ao fim da cena.
Ela olhou em volta, à minha procura e
correu em minha direção.
O beijo que era antes cenográfico,
naquele momento era real.

by: Osmar Santos